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HISTÓRIA

- Origens históricas
- Denominação
- Os primeiros habitantes

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GERAIS
TOMBAMENTO


O tombamento do acervo cultural de Congonhas é antes de tudo uma conquista do próprio povo, que soube garantir seu patrimônio contra investidas externas. A primeira delas, em 1978 quando o Museu de Arte Moderna, do Rio, solicitou o empréstimo de algumas imagens dos Passos da paixão para a exposição no Rio de Janeiro. Foi no dia 19 de abril de 1978, ás 8h e 30m,quando estacionou defronte o quinto passo da Paixão de Cristo um caminhão de mudanças, transportando várias peças artísticas e históricas de outras cidades.Em seguida, a capela foi aberta e rapidamente começou o trabalho de embalagem de 4 imagens, com cobertores colocadas dentro do caminhão. Populares vendo aquilo comunicaram as autoridades. A reação das autoridades e do povo foi imediata. O prefeito iniciou o movimento de uma ação para impedir que as imagens saíssem da cidade e sob o pipocar de foguetes, cânticos do hino do Senhor Bom Jesus, gritos enérgicos de protesto, vereadores, mulheres, jovens, crianças, líderes da comunidade, religiosos e estudantes exigiam que as imagens não deixassem Congonhas. Finalmente, decidiu-se que aquele era um novo "dia do fico" e todos entenderam que seria impossível tirar dali as imagens, que retornaram à capela, o seu legítimo lugar. Foi uma resistência profética, pois na semana seguinte o MAM seria consumido pelo incêndio que praticamente o destruiu. Como guardião maior do acervo de Congonhas a população voltou a mostrar sua força quando em 1983, se uniu à prefeitura e disse não à Embratur que tentava na época levar para Nova Iorque as imagens dos Passos para a exposição "De Aleijadinho a Niemayer", realizada na sede da ONU. Juntamente com a prefeitura e o povo, praticamente todas as instituições culturais, governos de outros Estados, artistas e críticos apoiaram e incentivaram a resistência contra a saída das imagens e a batalha foi finalmente ganha.

O precioso acervo de Congonhas continuou no seu lugar e o tomabamento muito se deve a essa resistência da população. A Unesco não tombaria um patrimônio desfalcado de suas principais peças ou espalhado em outras salas de exposição. É em Congonhas, é dentro do cenário onde foi originalmente concebido que este acervo resplandece em sua especial beleza.

Tombamento da cidade de Congonhas pelo
Instituto Brasileiro do Patrimônio Cultural - IBPC

Acervo arquitetônico, paisagístico e escultórico do Santuário do Sr. Bom Jesus de Matozinhos (Igreja, adro com profetas e figuras dos passos.): Decreto n 75-T/239 do Livro das Belas Artes, folha 41 de 08/09/1939.

Coleção dos 89 Ex-Votos (Sala dos Milagres ao adro da Igreja Basílica do Sr. Bom Jesus): Decreto nº 1039 - T/ 80, inscrição 486 do Livro Histórico, folha 84 e inscrição 548 do Livro das Belas Artes, volume 02, folha 04 de 29/01/81.

Conjunto Arquitetônico e Urbanístico da cidade: Decreto 238 T - 41, inscrição 12 do Livro Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, folha 03 de 17/03/1941.

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição: Decreto 395 - T, inscrição 386 do Livro das Belas Artes, folha 76 de 21/07/1950.

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