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HISTÓRIA

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MISSIONÁRIOS REDENTORISTAS


O Santuário do Senhor Bom Jesus tem uma história repleta de conquistas e dificuldades.
Foi após um período de grandes dificuldades, com o Santuário contando quase dois séculos, que os Missionários Redentoristas foram convidados por D. Helvécio Gomes de Oliveira para cuidar da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, da Pastoral e administração da Basílica do Senhor Bom Jesus e demais interesses do Santuário.

No dia 15 de novembro de 1923, o Missionário Padre Sebastião Dorresteyn, Padre Lucas Veeger e mais o Irmão Gregório Mulders, todos holandeses, começaram a subir a penosa ladeira do Bom Jesus, para ocuparem o antigo colégio, antes habitado e administrado pelos zelosos padres Lazaristas e pelos educadores Irmãos Maristas.

Em 1924, chega a Congonhas o 1º Superior dos Missionários, o padre Godofredo Strybos.
Durante sua permanência em Congonhas estes Missionários zelosos e dedicados deram o melhor de si para o bem da cidade e da religião, atingindo ainda com seus benefícios os milhares de romeiros que todos os anos demandam em Congonhas para o Jubileu do Senhor Bom Jesus, aos quais se somam durante os demais meses do ano, os que aqui vêm buscar uma graça ou benção imediata do Senhor Bom Jesus. Dentro em pouco também as cidades vizinhas descobriram os Missionários Redentoristas e passaram a receber através deles os benefícios das Santas Missões.

Em 02 de agosto de 1924 era instalado o Seminário São Clemente, base da formação para dezenas de sacerdotes e princípio de vida para muitos que hoje desenvolvem atividades nos diversos setores da sociedade.

Em 1934, dez anos depois de sua chegada em Congonhas, os Missionários Redentoristas facilitam aos habitantes da cidade o uso de serviço de água, uma conquista para a época. Mais tarde, em 1968, o serviço de água era cedido definitivamente à Prefeitura Municipal. Em 17 de dezembro de 1938, Congonhas se emancipava politicamente; esteve presente também a dedicação dos Missionários Redentoristas, sempre comungando dos anseios dos habitantes da cidade.

A participação dos Missionários continuou com a instalação do 2º Seminário, o Seminário Santo Afonso, pelo qual passaram centenas de jovens recebendo base católica para a vida sacerdotal ou para a atividades leigas. Encerrando suas atividades em 1964, o Seminário teve seu prédio entregue à Mitra Arquidiocesana que o cedeu à Congregação das Irmãs da Piedade para possibilitar a criação de uma Escola Normal.

Quanto à assistência médica, um hospital era uma necessidade urgente; foi idealizado e ainda hoje presta serviços inestimáveis à comunidade o Hospital Bom Jesus. Congonhas carecia de diversão, os Missionários se preocuparam com o problema e agiram; construindo o Cine Leon, o único cinema da cidade, obra que marcou o desenvolvimento da cidade.

A devoção ao Bom Jesus e a importância histórica de nossa cidade necessitava ser divulgadas. Em 1961 surge na cidade a Rádio Congonhas, grande passo no setor das Comunicações. A mensagem dos Missionários Redentoristas transpõe os limites da cidade, levando o Bom Jesus aos outros Estados e até outros países. De 1966 até o final de 1970 o "Juvenato" também funcionou como colégio, por onde passaram 1.154 alunos, destes , 83 se tornaram Sacerdotes Redentoristas e quatro do Clero Diocesano. O Juvenato encerrou suas atividades em 10 de janeiro de 1971.

Em 1975 os Redentoristas deixam oficialmente Congonhas, mas seus ensinamentos ainda estão presente na formação religiosa, artística e cultural da comunidade Congonhense. No dia 30 de setembro de 1994, a Congregação do Santíssimo Redentor (Padres Redentoristas) comemoraram em Congonhas os 100 anos de sua chegada ao Brasil.

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