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De um lado a tradição religiosa e o acervo artístico asseguram a Congonhas uma identidade cultural reconhecida em todo o Brasil e no exterior, trazendo diariamente inúmeros turistas à cidade. De outro, a atividade mineradora gera os recursos necessários para a manutenção e desenvolvimento do município. Cidade da fé e do ferro, Congonhas se ergueu no maior centro de extração de minério em todo o Estado.
Os ideais de implantação de uma siderurgia brasileira no próprio local onde se encontram as maiores jazidas de minério defendidas pela Conjuração Mineira, além de ser velha aspiração do Presidente Arthur Bernardes, há muito encontrou em Congonhas o cenário adequado para a produção de ferro em escala industrial. Em 12 de dezembro de 1812, o Barão Wilhelm Ludwig Von Eschwege, coronel dos reais engenheiros de Portugal e intendente geral das Minas, implantou a Fábrica Patriótica em Congonhas do Campo, então distrito de Vila Rica, próxima ao local onde hoje está localizada a Ferteco Mineração, e deu assim o primeiro passo concreto no sentido de aproveitar melhor a vocação mineradora de Congonhas. Esse pioneiro instalava no município a primeira usina no Brasil a produzir, industrialmente.
Em 1813, já havia cerca de 35 pequenas fundições em Minas, quase todas concentradas nos então territórios de Vila Rica, Caeté e Sabará, empregando 242 escravos e 75 homens livres. A Fábrica Patriótica de Congonhas do Campo, com 55 escravos, era a maior delas. A partir da eclosão da Segunda Guerra Mundial,a mineração tomava seu grande e decisivo impulso em Congonhas. A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) adquire da A. Thum, a mineração de Casa de Pedra, de início pertencente ao Barão de Paraopeba, que passa a fornecer todo o minério de ferro consumido pela usina de Volta Redonda, a primeira e maior siderúrgica do país. Em seguida se instalaram na região a Ferteco Mineração ( a partir de 1923) e a H.W. Muller, empresas consideradas de grande porte. Além destas, a Companhia Siderúrgica Paulista (COSIPA), a Companhia Siderúrgica Barra Mansa, a TERCAM, a Companhia Paulista de Ferrroligas, a São Miguel Mineração e a Mineradora Gilmar, além de outras indústrias de menor porte.
Essa fábricas contribuíram decisivamente para o desenvolvimento de Congonhas e da região, proporcionando a arrecadação do Imposto Único sobre Minerais (IUM), maior fonte de receita local até 1988. A criação da Açominas, em 1976, fez aumentar substancialmente a arrecadação de Congonhas e, sobretudo, reafirmou sua vocação mineradora e industrial.
Companhias Mineradoras
- CSN - Companhia Siderúrgica Nacional
- Açominas
- Ferteco - Companhia Vale do Rio Doce
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