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Congonhas do Campo, a exemplo de toda a margem do Rio Paraopeba, começou a ser povoada como alternativa de produção de alimentos, em face da tremenda fome dos primeiros anos do século XVIII, nas proximidades das jazidas auríferas. Os mineradores famintos instalaram-se na região onde acabaram por encontrar mais ouro.Alguns historiadores afirmam que seus fundadores foram portugueses da Bandeira de Bartolomeu Bueno que, por volta de 1700, povoou a Vila Real de Queluz (hoje Conselheiro Lafaiete).Imperava na época o espírito de aventura, resultado da descoberta de ouro no território de Minas Gerais, em 1693.Nesta época era encontrado ouro nos rios, vales e encostas. Ávidos lusitanos queriam converter em realidade o sonho de deparar com um redentor depósito aurífero.Muitos se fixaram na Vila Real de Queluz e outros saíram em busca de ouro, fundando novos arraiais e organizando núcleos populacionais às margens do Rio Maranhão.
Uma das primeiras lavras trabalhadas na região do Vale do Paraopeba foi a de Congonhas do Campo, na qual fincaram um cruzeiro e o denominaram como Arraial Redondo. Pouco tempo depois passou a se chamar Arraial das Congonhas, devido a vegetação que cobria os seus campos: a Àrvore de Congonha. Mas a produção aurífera foi efêmera e o arraial permaneceu atrofiado durante toda a primeira metade do século XVIII.
Há alguma controvérsia sobre a data da criação da Freguesia de Congonhas. Xavier da Veiga cita sua criação por Alvará Régio de 03 de abril de 1745, entretanto, o Cônego Trindade menciona o ano de 1734 e, segundo ele, a Freguesia foi elevada à condição de Colativa por Alvará de 06 de novembro e 1749. O livro de Lotação das Freguesias do Arquivo Eclesiástico de Mariana registra informação mais detalhada e confiável: "Foi erigida por ordem de Sua Majestade em 1734 e depois, pelo Ordinário, em curato e, pelo Alvará de 13 de abril de 1745, foi mandada declarar natureza colativa, em lugar da Nossa Senhora da Conceição do Ribeirão do Carmo que pela sua elevação à Cabeça da Diocese, passou a ser curato amovível a arbítrio do Prelado".
Devido à quantidade de ouro encontrada, esse importante centro de mineração gerou fortunas para muitos homens que aqui se instalaram.Em 1746, numa lista secreta dos homens mais abastados da Capitania constou dez nomes da Freguesia de Congonhas e todos eram mineiros.O historiador Augusto de Lima Júnior, na Revista de História e Arte, nº 01, afirmou que as lavras das Goiabeiras, Boa Esperança, Casa de Pedra, do Pires, da Forquilha e do Veeiro são indicadores de um passado de larga prosperidade, além do famoso Batateiro, assim chamado pelo tamanho avultado dos grandes granetes de ouro, que fizeram a riqueza de inúmeros mineradores.
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