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Habacuc, o oitavo dos profetas menores, encerra a série de profetas de Congonhas. Situa-se em posição equivalente a Abdias, no ponto inferior do arco que une os muros dianteiros e lateral direito do adro. Contemporâneo de Naum e Jeremias, Habacuc viveu em um dos períodos mais conturbados da história de Israel. Vaticinou a queda da Assíria em mãos dos caldeus. Estes invadiram Jerusalém 609 a.C., constituindo a ruína da cidade o objeto das lamentações de Jeremias. Habacuc dirige-se aos novos opressores, prevendo também a sua queda;
- "Te Babylon,/ Babylon, te te/ Chaldaee ty/ Arguo: Te In/ Psalmis Te Deus/ Alme cano./ Habacuc/ Cap.1".
- " Ó Babilônia, Babilônia, eu te arguo ó tirano da Caldéia: mas a ti, ó Deus benigno; canto em salmos. Habacuc, cap.1." |
Como nos demais filactério de Congonhas, o texto é redigido na primeira pessoa do singular. A última parte da inscrição constitui uma alusão ao terceiro capítulo das profecias de Habacuc, composto de um poema na qual o profeta canta a misericórdia divina.
Novamente se repete o padrão tipográfico anteriormente utilizado para Jeremias, Ezequiel, Oséias, Joel e Jonas. O vestuário de Habacuc é composto pela mesma sotaina envergadas por Naum e Jonas, desta vez acrescida de uma gola, cujas pontas são ornadas de borlas. O profeta traz na cabeça o mais complicado turbante de toda a série, incorporando um plano superior dividido em quatro gomos de forma arredondada e uma cobertura posterior arrematada por uma borla pendente.
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