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FERTECO - VALE DO RIO DOCE


Em 1810, o Barão Wilhelm Ludwig von Eschwege, Engenheiro de Minas, alemão, foi contratado pelo Conde de Linhares, Ministro de D.João VI, para estudar os recursos minerais e "imprimir uma feição técnica à mineração no Brasil"* 1973). Eschwege ficou no Brasil de 1810 a 1821 envolvido com atividades de mineração.

Em 1811, Eschwege foi enviado para Minas Gerais, de início por dois anos. neste período devia dirigir o arranque da exploração mineira,melhorar a sua técnica de extração e, acima de tudo, reativar a exploração das minas de ouro. Além disso, devia informar sobre as condições climáticas do Estado e fazer o levantamento topográfico e geológico da região.

Em seus trabalhos científicos, Eschwege tinha apontado a existência de grandes reservas de minério de ferro de alta qualidade em Minas Gerais.Com a ajuda do Governador, Conde de Palma, Eschwege constituiu uma sociedade com os irmãos Monteiro de Barros (Barão de Congonhas e Barão de Paraopeba) e construíram nas propriedades dos Barões a Fábrica de Ferro de Congonhas.
Os trabalhos de construção começaram em fins de 1811 e, em 12 de dezembro de 1812, forjou-se o primeiro ferro com um pesado pilão importado expressamente da Inglaterra.

A partir de 17 de dezembro desse ano funcionava toda a instalação. Esta constava de quatro pequenos baixos-fornos (chamados "fornos suecos"por Eschwege), um moinho de pilões (triturador) para o minério e uma forja, assim como os respectivos telheiros para minério e carvão madeira. O martelo-pilão e o triturador eram acionados por rodas hidráulicas. Era evidente que o consumo de água era muito elevado para alimentar simultaneamente todos os setores da instalação. Por isso, Eschwege transferiu o martelo-pilão e as fornalhas de forja para um nível cerca de 20 m inferior, para aproveitar as águas usadas nos setores instalados mais alto. Aparentemente, não foi conseguida a intenção de instalar mais quatro fornos no espaço assim liberado e que deveriam trabalhar alternativamente com os fornos já instalados.

O grosso da produção da fábrica era constituído por pregos e ferraduras. Intencionalmente, instalou Eschwege uma fábrica pequena, pois o mercado local não absorvia grandes produções. Esta usina siderúrgica, chamada de A Patriótica, funcionou com regularidade até 1822, quando Eschwege retornou para a Europa. Dizem, que a fábrica fechou em 1820, quando todos os burros de Ouro Preto já haviam sido ferrados.De qualquer modo, a fábrica fechou após a partida de Eschwege. As suas ruínas são preservadas e podem ser visitadas ainda hoje.

Além da construção da Fábrica de Ferro de Congonhas, onde se fizeram as primeiras corridas de ferro gusa no Brasil, o Barão de Eschwege: "... desenvolveu o uso de pequenas forjas para a fabricação de ferro, introduziu melhoramentos nas instalações de lavagem de ouro, explorou o chumbo dos sertões do Abaeté,.., explorou o Filão aurífero de Passagem, ocupou-se com a mineração do ouro, do ferro e do diamante ".

Denominando-se "Companhia Brasileira de Mineração e Metalurgia",em 10 de agosto de 1923, foi fundada no Brasil, a empresa de mineração de ferro e carvão, para atender aos mercados nacional e internacional. Esta denominação foi alternada, por intermédio de assembléias geral e extraordinária de 10 de abril de 1924, para "Companhia de Mineração Ferro e Carvão". Após ter-se dedicado, exclusivamente, a mineração de ferro, em 08 de fevereiro de 1973, a empresa passou a denominar-se FERTECO MINERAÇÃO S/A.

Consta nos registros que a primeira exportação de minério de ferro para a Alemanha ocorreu em 1953. A Ferteco Mineração S/A, estava ligada a um consórcio de empresas siderúrgicas alemãs, passou no ano (1998) a ser controlada, exclusivamente, pela Thyssen-Krupp Stahl AG e extrai minério em vários municípios de Minas Gerais - Congonhas, Ouro preto, Belo vale e Brumadinho - nos quais estão localizadas suas duas minerações : Mineração de Fábrica, ao sul do Quadrilátero Ferrífero e Mineração de Córrego do Feijão,situada na encosta sul da serra do curral, a oeste do Quadrilátero Ferrífero. Possui escritórios administrativos no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória que apóiam a sua atuação nos mercados interno e externo. A Ferteco, como é tradicionalmente conhecida, vem contribuindo para o desenvolvimento sócio-econômico de alguns municípios. No dia 27 de abril de 2001 a FERTECO MINERAÇÃO foi comprada pela Cia. Vale do Rio Doce.

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