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Minerador português, originário da cidade de Guimarães, do Arcebispado de Braga, norte de Portugal.
Feliciano acometido de grave doença, provavelmente contraída na dura faina da mineração, promete, em caso de cura, dedicar sua vida ao serviço de alguma imagem santa do Cristo ou da Virgem. Produzindo-se o milagre, o ex-minerador inicia imediatamente o pagamento de sua promessa, plantando modesta cruz no alto do monte Maranhão em homenagem ao Senhor Bom Jesus de Matosinhos, devoção ao Cristo Crucificado venerado em Matozinhos, localidade próxima à cidade do Porto e muito popular em toda a região norte de Portugal. O episódio é narrado pelo próprio Feliciano Mendes, no protocolo de abertura do primeiro livro de esmolas do Santuário, aberto a 1º de janeiro de 1757. É interessante notar que a primeira esmola registrada no citado livro procede do próprio Feliciano, que faz doação de toda sua fortuna pessoal à causa por ele defendida.
Não existe registro de qualquer risco e planta do Santuário. Tudo leva a crer que o próprio Feliciano Mendes teria feito o traçado, conhecedor que era das igrejas do Bom Jesus de Matosinhos. E porque também o primeiro ermitão de Congonhas do Campo era "oficial de pedreiro", profissão mencionada em seu termo de entrada para a Ordem Terceira de São Francisco de Vila Rica em 11 de janeiro de 1760.
Para dar continuidade às obras de construção do Santuário, Feliciano não media esforços; com um pequeno oratório do Senhor Bom Jesus de Matozinhos, recolhia esmolas e donativos para a construção. Esse oratório está hoje guardado no Convento dos Padres Redentoristas.
Feliciano foi o primeiro de uma longa lista de administradores responsáveis pela construção da igreja, estes primeiramente eram leigos (ermitões) e em seguida eclesiásticos, que iriam suceder-se na direção dos negócios do Santuário. A esses administradores incumbia a gestão financeira: recebimento de esmolas e ordenação das despesas, registradas separadamente em Livros de Receita e Despesa.
A morte o surpreendeu, em Antônio Pereira, a 23 de setembro de 1765, sem ter ainda terminado a sua igreja, que tinha até então 03 altares. Sobre o altar-mor, a imagem do Sr. Crucificado vindo de Portugal deixa paga a promessa de Feliciano.
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