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HISTÓRIA

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Conforme Alvará Régio de 13 de abril de 1745, foi criada a Paróquia, espécie de Distrito, sem, contudo, nunca ter sido elevada à categoria de Vila. O distrito foi criado pelo Alvará de 06 de novembro de 1746, passando a se denominar Congonhas do Campo.

De 1718 a 1790, isto é, durante 72 anos do século XVIII o município de São João Del Rei, atual Tiradentes, abrangia toda a margem esquerda do Alto Paraopeba até Mateus Leme. Aí estava localizado o distrito de Congonhas. Somente em 19/11/1890 é que aquele imenso território foi desmembrado com a criação do município de Queluz, atual Conselheiro Lafaiete. Pertenciam ao distrito de Congonhas os seguintes povoados: Suaçuí, atual São Brás do Suaçuí - Redondo, atual Alto Maranhão - Camapuã, atual Jeceaba - São Gonçalo da Ponte, atual Belo Vale - Santa Cruz do Salto - Santana do Paraopeba - Bonfim - Conceição do Pará - Rio do Peixe - Piedade dos Gerais - Dores de Piedade - Brumado - Conceição de Itaguá, atual Brumadinho e Conquista, atual Itaguara.

Com a emancipação do povoado de Bonfim, em 1839, levado à categoria de Vila e transformado em município, Congonha perde todo o território do seu distrito. Com a confirmação do distrito pela Lei nº 2 de 14 de setembro de 1891, Congonhas do Campo foi ligada à Comarca de Ouro Preto. Mais tarde, através da Lei Estadual de 07 de setembro de 1923, o distrito foi transferido do município de Ouro Preto para o de Queluz. Neste período, o Arraial de Congonhas do Campo era dividido em dois grandes bairros. De um lado o da Matriz e do outro o de Matosinhos, com suas amenas rivalidades.O lado da Matriz pertencia ao município de Ouro Preto e o lado de Matosinhos a Queluz de Minas, hoje Conselheiro Lafaiete.Esta situação criava fatos interessantes. No caso de uma intimação judicial, por exemplo, o indivíduo se furta dela, atravessando simplesmente a ponte. Se a intimação viesse da Comarca de Ouro Preto, a competência do Oficial de Justiça acabava quando o indiciado atravessava a ponte para o lado de Matosinhos.

Mas a unificação dos dois distritos representava a mais alta aspiração de toda a população. Para isso, os partidos políticos da época conseguiram que Ouro Preto abrisse mão de sua parte, no lado da Matriz, para que pudesse ser feitos a unificação com o lado de Matosinhos. Após a unificação, o distrito de Congonhas do Campo passou a pertencer ao município de Queluz de Minas e a partir daí ganhou primeiramente a luz elétrica e depois a estrada de ferro bitola larga da Central do
Brasil, indicadores de grande progresso naquela época. O distrito, apesar de pobre, possuía riquezas até então pouco exploradas e tinha condições para chegar a município, pois seu solo era rico em ferro, calcário, cristais de rocha e ouro. A propósito deste último mineral, antigos moradores de Congonhas comentam que, depois das chuvas, as águas que desciam pelas encostas traziam consigo consideráveis quantidades de ouro de aluvião, e era uma cena comum ver pessoas garimpando em frente às suas próprias casas.

Depois da unificação dos distritos, a bandeira maior da população passou a ser a emancipação política de Congonhas do Campo. Com esse objetivo, o povo e os partidos políticos se organizaram e em 1937, foi nomeada uma comissão de trabalho para atuar junto às diversas correntes políticas do Estado e conseguir que o distrito fosse elevado à categoria de município.

O município de Congonhas do Campo foi finalmente criado, juntamente com o distrito de Lobo Leite, através do Decreto Lei Estadual nº 148 de 17 de dezembro de 1938.

O Decreto-Lei Estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, incorporou um novo distrito ao município, o de Alto Maranhão, transferido de Conselheiro Lafaiete, compondo uma nova divisão administrativa formada pelos três distritos citados, a mesma vigente até os dias atuais.

 

 


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