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O principal atrativo do patrimônio de Congonhas é o conjunto formado pela Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, com as esculturas dos 12 Profetas no adro e as 6 Capelas dos Passos da Paixão.
Em 1995, foi inaugurado junto à Basílica o conjunto da Romaria do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, reconstruído no Governo Gualter Monteiro. A antiga Romaria, desativada na década de 60, servia de abrigo a romeiros que, desde 1770, se dirigiam a Congonhas para os festejos do Jubileu do Senhor Bom Jesus. A reconstrução da Romaria abriu um novo espaço para desenvolvimento de atividades relacionadas com educação, cultura, artes, turismo, lazer e preservação da memória histórica de Congonhas.
As novas instalações da Romaria têm mobiliário de época e abrigam Museus (de Mineralogia, Sacro, da Memória, este último apresentando fotos e de Matozinhos dedicado à cidade portuguesa de Matosinhos, irmã de Congonhas); um auditório com 60 lugares, destinado a projeções e palestras, uma loja de souvenir e uma lanchonete. Em um pátio interno da Romaria encontra-se um heliporto, utilizado também para realização de shows artísticos. Todas essas instalações encontram-se à disposição da população local e dos turistas, sem que qualquer tipo de taxa ou ingresso seja cobrado.
O legado em arte e arquitetura religiosa vindo do período colonial e ainda existente em Congonhas é extremamente significativo, uma vez que em Congonhas está o maior conjunto de arte colonial do país formado pelo Santuário do Senhor Bom Jesus de Matozinhos, com seu adro e as Capelas dos Passos.
No que tange à Arquitetura Religiosa, a cidade ainda conserva bens exemplares, como a Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, edificada no século XVIII em 0estilo jesuítico, a Igreja Nossa Senhora do Rosário,a mais antiga de Congonhas, a Igreja de São José, do início do século XIX, a Igreja de Nossa Senhora da Soledade e a Igreja de Nossa Senhora da Ajuda.
Ao lado do patrimônio de arte religiosa, Congonhas ainda conserva alguns exemplares da arquitetura civil do período colonial.
A preservação do Patrimônio é tarefa conjunta da comunidade e do poder público. Os institutos de preservação existentes no Brasil são: IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - criado em 1937 e que protege os bens de interesse nacional; IEPHA-MG - Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais - criado em 1971 e que protege os bens de interesse estadual; e os diversos departamentos de cultura dos municípios com seus respectivos Conselhos, que cuidam do Patrimônio de interesse municipal.
A proteção do Patrimônio Histórico Cultural e do Meio Ambiente está consagrado na Constituição de 1988. Devemos preservar o passado histórico pois é essencial a uma nação que pretende um futuro melhor.
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