|
Passado o festivo tempo do Ideal, do Esportivo, do Congonhas Club, do Santa Cruz e do Cruzeiro, que fizeram nos anos 30 e 40 a alegria de Congonhas, a cidade ficou com a falta de grupos que promovessem a grande folia.
Em questão dos blocos, surgiria no começo da década de 60 o Tá Tinindo, fundado e dirigido por Demóstenes de Souza Costa, o Zi, Gualter Monteiro, Laércio de Souza Costa, Aparecida de Souza Gomes e o Tide. O bloco fez ruidoso sucesso em Congonhas, atraindo para as ruas uma multidão que ia assistir ao alegre desfile de uma moçada festeira, cantando músicas do Prof. Amaro e do Wando, este que, futuramente, explodiria no universo fonográfico do país. Pouco tempo depois viria o Manda Brasa, por iniciativa de Waldemar e Betinho Barrigueira.
Em meados de 70 chegaria a Congonhas a febre das escolas de samba, afinal tratava-se de um fenômeno brasileiríssimo.Em 76 aconteceu a primeira investida nas escolas de samba, durante o governo de Mauro Godoy.
O Carnaval de 77 já mostrava novo e poderoso impulso nas festas de rua. De quatro partes da cidade brotaram: uma escola de samba: Matriz, Império de Congonhas, conhecida como a turma do Jucão, Ritmos do Samba e Loucos do Samba. O resultado oficial foi Matriz em primeiro lugar, seguindo-se pela ordem, Império de Congonhas, Loucos do Samba e Ritmos do Samba.
Em 78 a Loucos do Samba já não existia, o morro ganhara nova represente no samba: era a Jacuba. Nesta época em Congonhas o Carnaval de rua atingia alto nível, deixando para trás manifestações de grupos desconexos ou isolados. Nova estrutura, com decisivo apoio do poder público, colocava a nossa cidade a viver um novo tempo no reinado da alegria, onde competição era palavra de ordem para a evolução.
- VOLTAR - |