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A Biblioteca Pública Municipal de Congonhas foi criada pela Lei nº 180 de 20 de junho de 1956, sendo prefeito municipal, à época, o Dr. José Teodoro da Cunha e funcionou anexa à Fundação Dom Silvério, na Praça da Basílica, até 30 de abril de 1985, quando, reinaugurada, passou a funcionar à Rua Dr. Paulo Mendes, nº 28,
A Biblioteca está registrada, sob o nº 0589, junto à Coordenadoria do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, órgão vinculado à Fundação Biblioteca Nacional, cuja finalidade é dar incentivo à criação e desenvolvimento das bibliotecas públicas.
Reinstalada numa àrea de 90m2, os móveis e o acervo bibliográfico, remanescente da extinta Fundação Dom silvério, constituído de aproximadamente 7.500 volumes, dos mais diversos assuntos, foram distribuídos em cinco salas, funcionando no horário de 7h às 17:30h, sob a direção do então Secretário de Cultura Paulo da Silva Osório, contando, ainda com uma equipe inicial dos funcionários: Maria Aparecida, Maria Marta F. Ferreira, Marlene Gomes Moreira, Marly de Souza, Terezinha Gomes (auxiliares de biblioteca) e Maria do Carmo Pereira (servente).
A Senhora Isa Maria de Castro foi a primeia leitora inscrita. Em 1985 a Sra. Terezinha Gomes foi nomeada Coordenadora da Biblioteca Pública Municipal.
Instalados no mesmo prédio funcionavam o MOBRAL e a Inspetoria, que a partir de 1986, cederam espaço para o Departamento de Cultura e Turismo que passou a funcionar no prédio.
Em 01 de abril de 1986, a Biblioteca passou a pertencer à FUMCULT -Fundação Municipal de Cultura Lazer e Turismo, sendo empossados os Diretores: Francisco Barbosa (Administrativo), Olynto F. Souza (Cultura) e Paulo da Silva Osório (Financeiro).A 21 de abril de 1987 a FUMCULT mudou-se para a rua do Aleijadinho, na Basílica.
Em março de 1986, a Prefeitura entrou em contato com a Coordenadoria de Bibliotecas Públicas, em Belo Horizonte e através de sua indicação a FUMCULT contratou duas bibliotecárias: Margarida Maria Magdalena Ferreira e Maria Luíza Galindo recém-formadas pela Escola de Biblioteconomia da UFMG, para proceder à organização do acervo bibliográfico, treinamento dos funcionários e desenvolvimento de um projeto para ampliação do acervo. A bibliotecária Maria Luíza precisou rescindir o contrato, um mês após o início dos serviços, ficando as atividades sob a responsabilidade da bibliotecária Margarida que encerrou suas atividades em dezembro do mesmo ano.
Em 1988, ainda sob a administração do diretor de cultura, Sr. Paulo da Silva Osório, o horário de funcionamento foi ampliado passando a Biblioteca a funcionar de 7h às 21h, havendo, também um acréscimo no número de funcionários, contando, inclusive com a contratação de um vigia.
Com a promulgação da Lei Orgânica do município, o executivo, através do Decreto nº 2.111 de 03 de dezembro de 1990., transferiu a responsabilidade da administração da Biblioteca para o Departamento de Educação e Cultura, sob a direção da Sra. Maria Aparecida Andrade Moura.
À época a biblioteca atendia a toda a comunidade, sendo que a maior parte de seus usuários era composta de estudantes. O atendimento consistia em atendimento à pesquisa e empréstimo domiciliar, sendo realizadas uma média de 50 consultas e 50 empréstimo por dia.
O acervo da Biblioteca em 1990 era de 8.889 volumes.
Em 1991, sob a direção da Sra. Marlene Moreira Gomes Cassemiro, foram implantados na Biblioteca serviços de extensão: Hora do Conto, Sessão de Vídeo, murais em comemoração às festas do calendário cívico, palestras, atividades estas desenvolvidas, com o intuito de despertar o gosto pela leitura e incentivar a freqüência à Biblioteca. De 25 de setembro a 30 de novembro de 1991, foi realizado pela Biblioteca, através do Departamento de Educação Municipal, o Projeto Nossa Biblioteca, um evento cultural que contou com o apoio da Fundação Roberto Marinho, Secretaria Estadual da Cultura/Superintendência de Bibliotecas Públicas, Banco do Brasil e Posto Shell, além de outros órgãos e entidades da comunidade.
O intuito do Projeto foi a conscientização da população, apresentando a Biblioteca Pública como um bem cultural, pertencente à comunidade, instando a todos a colaborarem para sua melhoria. Através das várias atividades culturais desenvolvidas procurou-se sensibilizar a comunidade a doar livros, revistas em quadrinhos e materiais especiais à Biblioteca Pública.
A campanha arrecadou junto à comunidade e entidades um total de 3.913 exemplares, entre livros, discos e revistas.
Em 1992 o acervo da Biblioteca era de 9.783 exemplares.
A partir de 1993, além das atividades de extensão já desenvolvidas, outras foram implantadas com o intuito de diversificá-las, tendo em vista aprimorar cada vez mais os serviços oferecidos ao público, tanto , como o usuário em potencial.
Foi implantado a partir de então o serviço de restauração de acervo, com intuito de recuperar as publicações danificadas, a Programação de Férias, Semana da Criança, Oficina de Literatura e de restauração de livros e revistas, Hora da Poesia que, juntamente com as outras programações, passaram a ser desenvolvidas permanentemente pela Biblioteca, sempre sob a coordenação do profissional bibliotecário.
Em 25 de agosto de 1993 foi acrescentado ao regulamento da biblioteca o sistema de reservas de livros, buscando aprimorar o atendimento ao usuário e adequando, cada vez mais, os serviços, aos padrões biblioteconômicos. Na época o acervo bibliográfico era de em 10.948 exemplares.
Entre os anos de 1993 a 1995 as atividades da Biblioteca obtiveram um aumento significativo, tendo sido realizado diversas promoções culturais e a criação de dois fortes instrumentos de divulgação da Biblioteca, o Informeoteca - Boletim Informativo da Biblioteca Pública e o Concurso do Prêmio 10º Aniversário da Biblioteca Pública, que deu o nome à instituição.
O concurso aconteceu em 1994, em comemoração aos 10 anos da reinauguração da instituição. Concorreram 125 trabalhos que foram julgados por uma Comissão especial, nomeada pelo Prefeito Municipal.
Romário Freitas Nascimento, foi o grande vencedor do concurso, sendo o homenageado, o escritor e poeta clássico contemporâneo, Djalma Andrade, nascido em Congonhas, e que durante anos colaborou em vários órgãos da Imprensa Mineira.
A partir de 26 de maio de 1995, através da Lei n. 2.070 de 05 de outubro de 1995 a Biblioteca passa a denominar-se "Biblioteca Pública Municipal Djalma Andrade".
O serviço de estatística da Biblioteca registrou, em 1996, um total 12.446 livros.
De 1996 a 1998 houve um aumento significativo no número de usuários, nas doações realizadas pela comunidade, merecendo destaque a doação realizada pela FERTECO, da maior parte das obras que compunham o acervo da Biblioteca da Escola Ernst Schatz, mantida pela instituição e, ainda, das promoções culturais como: Hora da Conto, Cine Clube Biblioteca, , Semana da Criança e outras que se realizaram com grande sucesso. como o Encontro com vestibulandos e a realização do concurso literário intitulado "Futebol e Poesia".
Em 1999 os resultados estatísticos realizados apresentaram queda em relação aos anos anteriores, a Biblioteca teve uma baixa em suas realizações, dado ao fato de ter permanecido fechada, de 09 de abril a 07 de julho, período em que os funcionários estavam em férias coletivas. Neste período a Biblioteca permaneceu fechada.
No ano de 2000 os funcionários da Biblioteca desenvolveram m projeto de na organização do acervo e treinamento da funcionária da Biblioteca da Escola Muncipal Rosália Andrade, com o objetivo de extender os seus serviços à comunidade local, passando a ter características de biblioteca comunitária.
As promoções culturais e atividades de extensão foram realizadas com grande sucesso durante todo o ano, sendo atendido a escolas e usuários O total de leitores inscritos é de 6.500 usuários, totalizando 17.025 livros (2002) e a média de frequência diária é de 200 leitores.
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